16/08/2010 - Recorde na criação de empregos


O mercado abriu 1.361.388 vagas formais no primeiro semestre do ano, resultado 24,2% superior ao de igual período de 2007. Só no mês passado foram 309.442 novos postos, número 70% acima do registrado em junho de 2007

Puxado pelos serviços e pela construção civil, o mercado de trabalho do País abriu 1.361.388 vagas com carteira assinada no primeiro semestre do ano, resultado 24,2% superior ao igual período do ano passado, quando foram abertos 1.095.5903 postos. Somente em junho, foram criados 309.442 empregos, 70% maior que o resultado de junho de 2007. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, divulgado ontem, e se tornaram os novos recordes, semestral e mensal, 4a série histórica do Caged, iniciada em 1992.

Com os dados de junho, o estoque de empregos formais no País aumentou 4,7%, atingindo 30,4 milhões de postos de trabalho. Empolgado, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, elevou para "mais de 2 milhões" a projeção de abertura de empregos formais este ano. Até maio, o ministro apostava em 1,8 milhão de vagas. "Todos os indicadores revelam pujança da nossa economia e estou muito otimista", afirmou Lupi.

No período de 12 meses até junho, o Caged registra a geração de 1.883.277 empregos com carteira assinada. De 2003 a 2008, são 7,63 milhões de vagas. O Caged é elaborado pelo Ministério do Trabalho a partir da comunicação de todas as contratações e demissões de empregados feitas pelas empresas privadas, que seguem as regras da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Não entram na estatística os empregados domésticos e os servidores públicos.

SERVIÇOS. No semestre, os serviços se destacaram com a criação de 438.803 ocupações, quase 34% mais que no igual período do ano passado (327.563 vagas). Segundo o ministro, houve um incremento de vagas nas empresas de alimentação e de administração de imóveis. A construção civil também chama a atenção: criou 197.153 empregos de janeiro a junho deste ano, ante 97.571 no mesmo período de 2007.

"O setor tem crescido não só com as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas também devido à melhoria da regulação e de acesso ao crédito", afirmou Lupi. Até junho, a indústria de transformação abriu 317.901 vagas, o comércio contratou 132,1 mil pessoas e o setor agropecuário criou 227.030 postos, contra 238.437 de janeiro a junho de 2007.

Lupi reconheceu que junho teve um resultado elevado e "atípico" nas contratações para esse mês, se comparado aos anos anteriores. Normalmente, junho apresenta desaceleração no ritmo de admissões, sendo abril, maio e setembro os meses de pico de novas contratações. Os 309.4442 empregos criados no mês passado, no entanto, superaram o recorde mensal na série do Caged, que até então era de abril de 2007, quando foram criados 301,9 mil postos. "Esse junho foi atípico, mas reflete o crescimento da oferta do emprego em todos os setores econômicos", afirmou Lupi.

O setor agrícola contribuiu para o saldo expressivo de junho, respondendo pela geração de 92,5 mil novos postos. Isso representou crescimento de 40% frente ao resultado de junho do ano passado quando foram abertas 66,3 mil vagas. Para Lupi, a explicação está na valorização dos preços de produtos agrícolas exportado no País. "O Brasil como grande produtor agrícola tem se beneficiado pêlos altos preços das commodities, o que incentivam os empresários a investir e contratar mais", comentou. Pela estatística, os maiores saldos de contratações foram verificados no cultivo de café e de frutas cítricas.

Quanto aos estados, o Caged registrou em junho uma elevação quase generalizada na oferta de empregos formais, com destaque para São Paulo (102,7 mil), Minas Gerais (73,6 mil) e Rio de Janeiro (17,1 mil). As áreas metropolitanas tiveram também um desempenho favorável na oferta de empregos formais, mas se sobressaíram as regiões metropolitanas de São Paulo e Belo Horizonte.





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